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laptop de 100 dólares?

Quinta-feira, 8 Maio, 2008

Lembra do laptop de 100 dólares? Aquele que o governo federal ia comprar para distribuir para alunos da rede pública, mas cancelou a licitação Ele começa a chegar ao varejo em duas versões, daqui a duas semanas.

O preço de 100 dólares ficou nos sonhos de Nicholas Negroponte, idealizador do notebook educacional de baixo custo. O Mobo, novo nome do subnotebook, vai custar R$ 999 (pouco mais de 600 dólares).

Há uma versão para adultos (preta) e outra para crianças (azul), chamada Mobo Kids, mas a configuração é bem parecida: processador de 1GHz, 512 MB de RAM, 2G de memória Flash, tela de 7 polegadas, 1,1 Kg, duas portas USB. Placa de rede, modem, leitor de cartões de memória (SD/MMC/MS), webcam, conexão sem fio (Wi-Fi 802.11b/g), duas portas USB, teclado em português do Brasil (80 teclas), bateria com autonomia para 4 horas. Vem com Windows XP Home, Dicionário Aurélio Online (grátis por um ano) Open Office e Adobe Acrobat. O Mobo chega ao varejo no dia 23 de maio; o Mobo Kids, em junho.

Helio Rotemberg, presidente da Positivo Informática, acredita que a procura maior será por consumidores das classes A e B, já que na classe C a procura maior é pelo primeiro computador, desktop e para toda a família. Justamente o contrário da idéia original do laptopinho, que era garantir acesso à Internet todas as crianças do mundo.

Já que os micrinhos ficaram conhecidos como laptops de 100 dólares, não haveria receio por parte da Positivo de decepcionar o consumidor ao vendê-lo por R$ 999? “Não. Esse preço nunca existiu em lugar nenhum do mundo. E no Brasil há custos a considerar, como impostos, mão-de-obra, custo do varejo”, explica o presidente da Positivo

Não haverá versão com Linux. Segundo Rotemberg, um Mobo Linux seria uma máquina “desprezada”. O raciocínio é simples: a maioria das pessoas que compram micros com Linux, segundo Rotemberg, migram para Windows XP, muitas vezes pirata. E instalar o Windows no Mobo é tarefa para técnico (não há disco rígido nem leitor de CD ou DVD). Das máquinas vendidas pela Positivo, mais de 80% levam Windows XP. As demais, a maioria vendida em licitações de governo que exigem software livre, são com Linux.

Conhecia o Classmate desde 2007, quando fiz uma matéria para o Internet & Tecnologia no Colégio Gay-Lussac, em Niterói, que experimentava os micrinhos com uma turma do ensino básico. A impressão que tive na época, de que o teclado era muito “apertado”, não mudou. Digito com os dez dedos, o que já causa problema num notebook padrão, quem dirá num ultraportátil. Mas para quem “cata milho”, digitando só com dos indicadores, não parece tão difícil. Fiquei cerca de meia hora com o Mobo e não nos entendemos como eu gostaria. Mas isso não afetou a boa impressão que tive como um todo. Para quem precisa apenas de um dispositivo para acessar a Internet e que não seja tão desconfortável quanto um smartphone, está de ótimo tamanho. Como segundo computador, para levar na bolsa (ou “netbook”, como estão chamando nos EUA), me pareceu uma boa opção. Mas para quem vai comprar o primeiro computador pretende dividi-lo com outros membros da família, talvez seja melhor comprar um desktop popular.

O presidente da Positivo Informática nega que a empresa tenha desistido do Classmate, afirma que ele é um sucesso nas escolas e que espera uma nova licitação do governo. “Algumas exigências, como a garantia de 3 anos, devem cair”, diz.

This entry was posted on Wednesday, May 14th, 2008 at 12:08 pm and is filed under Noticias. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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